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O espelho / A utopia

Posted by Antonio on domingo, novembro 30, 2008 in

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Se Eu Fosse Um Livro

Posted by Antonio on sexta-feira, novembro 28, 2008 in
Sentavas-te comigo à mesa de um café e, enquanto escolhias um chá de menta, resvalavas devagarinho os teus dedos sobre a minha contracapa. O empregado, curioso, a espreitar-me a lombada, enquanto te trazia uma torrada com manteiga e doce de morango. Abrias-me, mergulhavas o nariz dentro do papel e durante muito tempo esquecias-te dos semáforos da avenida, do barulho das colheres contra as chávenas, das buzinas, da gaveta ruidosa da máquina registadora, dos doces com creme e chocolate e das mulheres fumadoras enroladas no fumo e no frio, lá fora. Pousavas os dedos em cada página, que viravas depressa, com força, à procura da palavra seguinte. Mais tarde, deixavas-me em cima da mesa e eu, já numa prateleira fria com cheiro a canela, esperava - as marcas dos teus dedos no canto dobrado da página 179. Dias depois vinhas procurar-me, mas ninguém sabia nada de mim.

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Teorias

Posted by Antonio on quarta-feira, novembro 26, 2008 in ,
A expulsão á segunda falsa partida é o pior sistema de eliminação, com a excepção de todos os outros. Será ?

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Tenho

Posted by Antonio on terça-feira, novembro 25, 2008 in
Tinha. Tenho. Sempre tive uma boa resposta para te dar. Não tinha era estômago para lidar com a tua humilhação.

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A Gota De Água

Posted by Antonio on segunda-feira, novembro 24, 2008 in



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Contigo

Posted by Antonio on domingo, novembro 23, 2008 in ,
Tudo se faz no arame e sem rede. Tudo. Sem excepções.

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Mulher Definitiva

Posted by Antonio on quinta-feira, novembro 20, 2008 in
Até aqui menti cada vez que disse de verdade és a mais linda do mundo (umas vezes mais do que outras é certo). Sempre fui um homem com sorte, mas isto é ridículo. Pensava que a minha vida estava fechada no que a revoluções diz respeito. Que a idade e as oportunidades que me foram reservadas concluíssem o ramalhete de convulsões a que tinha direito. Mas não. Agora tu, que repetes coisas que já ouvi mas que parecem novas, tal é a lonjura a que estás de toda a normalidade. Ter-te é como ter filhos, depois disto pode morrer-se de barriga cheia, com um sorriso de tanta superioridade que não poupará ninguém à inveja. Apaixonares-te por mim é quase uma irresponsabilidade porque, entre outras coisas, és a mulher definitiva.

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Estarei a sonhar ?

Posted by Antonio on quarta-feira, novembro 19, 2008 in
Não sei porquê, [ é mentira, sei mas não te digo!] insisto em telefonar, em deixar o telefone tocar-te indefinidamente. A ver se me atendes, quando e se me atendes, se me ligas, se me percebes naquele momento, se entendes que eu naquele preciso instante estou a erguer um viaduto fininho entre nós. Várias vezes ao dia, sempre para nada de especial, para nada de concreto [claro que sei porque te ligo, o que julgas?] apenas um Tudo bem? E ouvir, ouvir o teu Tudo e os carros, o vento nas árvores… Estás na rua? Sim, vim aqui fazer uma coisa [Aqui onde? Que coisa?] Ah, bom, então nada, não queria nada de especial… e desligo devagarinho, de mansinho, depois de um Então adeus sumido, parecendo não te querer tocar, como para que não sintas a vontade que eu tinha de te escancarar porquês, de dinamitar todas as nossas pontes, de fazer ruir os túneis que nos escavei. Então adeus. Voltar a ligar umas horas adiante, voltar a construir um carreiro sinuoso só para te conseguir sentir de ouvido no auscultador, na minha boca [estarei a maçar-te?]. Logo eu, eu que só quando não ligo sou verdadeiro, quando não telefono, quando não dou notícias, quando me silencio sou verdadeiro. Desta vez não atendes, não estás para mim. Estarás para ti apenas. Alguém atende e pergunto por ti num tom que tento urgente porém, no vazio da tua ausência, não estou preparado para ter recados para deixar, Diga-lhe por favor que liguei. Diga-lhe também que sou uma parvo! Diga-lhe que voltarei a ligar, que voltarei a ser parvo como só eu sei ser, mas que… olhe diga-lhe apenas que liguei, isso, e que lhe voltarei a ligar mais tarde. Esqueça essa coisa da parvo. Não, espere! Diga-lhe que liguei, que voltarei a ligar e que até sei porque lhe ligo, mas que nunca lhe vou dizer. Não, não a si. Não lhe direi a ela, a ela entendeu?!... Sim, isso mesmo, a ela [esta parvo] e Muito obrigada. Já agora falei com?... Desliga. Olho muda para o telefone. Eu, que quando calo não consigo dizer mais nada que não a verdade. Ligo outra vez, chama, atendes. Posso ouvir?

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As Palavras Que Nunca Te Direi

Posted by Antonio on segunda-feira, novembro 17, 2008 in
A criogenia humana torna-se uma busca obsoleta quando sabemos que a melhor maneira de nos preservarmos é escolher mais alturas para ficarmos calados. A mania estúpida do gelo e a mania estúpida de querer quebrar o gelo. Lixou isto tudo.

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Convite

Posted by Antonio on sábado, novembro 15, 2008 in
Este Convite Fica Por Aqui. Fica Aqui A Pairar No Ar.

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Eu

Posted by Antonio on sexta-feira, novembro 14, 2008 in
Vou-me Chegando.

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Sinto ?

Posted by Antonio on sexta-feira, novembro 07, 2008 in
Um tomo de alma, imperfeito, a procurar com confiança um equilíbrio interno.

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