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Posted by Antonio on quinta-feira, janeiro 31, 2008 in
Que cavalos são aqueles que fazem sombra no mar ?
" E agora? Acende um cigarro, António, prepara o final: uma coisa que se veja, bonita, serena. O quê? Como? Rumores, rumores, escuto silêncios que conversam, vozes que não há, escuto cheiros e cores, sinto-os na língua. E escurece: hoje é o dia mais curto do ano, vinte e um de dezembro. Dezembro com minúscula, sempre escrevi os meses com minúscula. Nasci em setembro, as vindimas sou eu. Lá vinham os carros de bois com as pipas, lentíssimos e eu a pasmar para um pedaço de mica. Os reflexos da mica. A serra azul. O rápido das seis. Vagabundos a atravessarem o pinhal, cheios de raiva. De bordão e barba. Os capotes rasgados e por baixo não as camisas, a pele. Pensando bem são eles os cavalos que fazem sombra no mar, os Reis Magos. Trazem oiro, o incenso e a mirra embrulhados em papel pardo. E eu nas palhinhas, nu, a sorrir-lhes. "

Crónica Dele. António Lobo Antunes. ( Quinta-feira, Janeiro 31, 2008 )

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Amor

Posted by Antonio on quinta-feira, janeiro 31, 2008 in
Na Vida. É O Amor Existencial. Na Razão. É O Amor Que Pondera. No Estudo. É O Amor Que Analisa. Na Ciência. É O Amor Que Investiga. Na Filosofia. É O Amor Que Pensa. Na Religião. É O Amor Que Procura Deus. Na Verdade. É O Amor Que Se Eterniza. No Ideal. É O Amor Que Se Eleva. Na Fé. É O Amor Que Se Transcende. Na Esperança. É O Amor Que Sonha. Na Caridade. É O Amor Que Auxilia. Na Fraternidade. É O Amor Que Se Expande. No Sacrifício. É O Amor Que Se Esforça. Na Renúncia. É O Amor Que Se Depura. Na Simpatia. É O Amor Que Sorri. No Trabalho. É O Amor Que Constroi. Na Indiferença. É O Amor Que Se Esconde. No Desespero. É O Amor Que Se Desgoverna. Na Paixão. É O Amor Que Se Desequilibra. No Ciume. É O Amor Que Se Desvaira. No Orgulho. É O Amor Que Enlouquece. Na Sensualidade. É O Amor Que Se Envenena.

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Os Meus Quadradinhos

Posted by Antonio on terça-feira, janeiro 29, 2008 in

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Posted by Antonio on domingo, janeiro 27, 2008 in

Não É No Individualismo Que Reside O Nosso Mal, Mas Na Qualidade Desse Individualismo. E Essa Qualidade Deriva Do Facto Do Individualismo Ser Estático Em Vez De Dinâmico. Damos-nos Valor Por Aquilo Que Pensamos, Em Vez De Por Aquilo Que Fazemos , E Vemos. Esquecemos O Que Não Fizemos, O Que Não Conseguimos Ser ; Pensar ; Sentir ; Que A Primeira Função Da Vida É A Da Acção, Como O Primeiro Aspecto Das Coisas É O Do Movimento. Dando Ao Que Pensamos A Importância De O Termos Pensado, Tornamo-nos, Cada Um De Nós Em Si Mesmo, Não, Por Medida De Todas As Coisas, Senão Por Norma Ou Bitola Delas, Criamos Em Nós, Não , Uma Interpretação Do Universo Mas Uma Crítica Do Universo - Que, Como Não O Conhecemos, Não Podemos Critica-lo E Ser Intelectualmente Honestos Ao Mesmo Tempo - E Os Mais Débeis E Mais Desvairados De Nós Elevam Essa Crítica A Uma Interpretação - Mas A Uma Interpretação Imposta Por Uma Alucinação; Não Deduzida, Mas Sim , Consequência De Uma Indução Simples. É A Alucinação Propriamente Dita Que Nos Consome A Energia, Pois A Alucinação É Quase Sempre Representativa De Uma Ilusão Presa A Um Facto Mal Intrepertado.

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Posted by Antonio on sábado, janeiro 26, 2008 in ,
I Dream In Colours

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Posted by Antonio on sexta-feira, janeiro 25, 2008 in ,
They Say The Devil´s Water It Ain´t So Sweet. You Don´t Have To Drink Rigth Now. But You Can Deep Your Feet Every Once In A Little While.

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Cape Horn

Posted by Antonio on sexta-feira, janeiro 25, 2008 in ,

Cape Horn É O Ponto Mais Meridional Da América Do Sul . Encontra-se Na Terra do Fogo, Na Porção De Território Pertencente Ao Chile. Dos Grandes Cabos, É O Que Se Encontra Mais Ao Sul E Compõe A Parte Norte Do Estreito De Drake. Até A Abertura Do Canal Do Panamá, Era Passagem Obrigatória Da Rota Dos Navios Que Viajavam Em Redor Do Globo, Navegando Para A Costa Oeste Dos Estados Unidos , China , India E Para Todo O Continente Asiático. As Condições De Navegação Ao Redor Do Cabo Costumam Ser Particularmente Severas, Com Fortes Ventos E Tempestades Constituindo Um Marco Para Navegantes De Todos Os Tipos, Até Aos Dias Actuais. Varias Regatas De Veleiros De Oceano, Como A Volvo Ocean Race, Antiga Withbread Round the World Race, Velejam Ao Redor Do Globo Pelo Cape Horn. Um Dia Vou Ser Eu.

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A Não Esquecer ( III )

Posted by Antonio on quinta-feira, janeiro 24, 2008 in
Os ponteiros do relógio, nas cinco para a uma, parecem pedir socorro. Enfio os dedos no bolso, arrependido. No andar de cima os sapatos de uma criança que não páram de trotar desesperam-me. Nunca dormem, senhores, trotam a vida inteira. O que eu gostava que estivesses aqui, sentir-te na sala, no quarto, ouvir os teus passos no corredor, assistir ao teu sorriso ao entrares depois de duas voltas à chave por causa dos ladrões (sempre tiveste medo dos ladrões) e apesar das duas voltas à chave a experimentares a solidez da porta, desconfiada, séria, a guardares a chave na carteira (que confusão a tua carteira, óculos escuros agenda facturas óculos de ver ao perto estojo de pintura aspirinas) e então sim, impedidos os ladrões de chegarem, a sorrires-me, um sorriso diferente dos outros porque, do lado esquerdo da boca, uma pontinha de dentes a assomar. Do lado direito um sorriso normal e do lado esquerdo um canino ou isso, o vértice de um canino, a brilhar. Talvez haja quem ache isso feio, eu acho lindo. Como achava lindas as rugas do teu pescoço, o que o tempo começava a mudar em ti. Não é que envelhecesses, não envelhecias ainda, ninguém envelhece aos quarenta e três anos, a idade apenas a tornar-se mais nítida e a aumentar-te o encanto. Mas, ao descalçares-te, que juventude nos teus pés e eu maravilhado que cinco dedos em cada um como as outras pessoas, maravilhado que tu humana, terrestre, ao meu alcance embora nada estremecesse no teu corpo ao abraçar-te, ficasses dura, resistindo-me a fingir que não resistias, arranjando uma desculpa qualquer para te levantares e escapar aos meus beijos, à mãozinha que eu queria suave se te acariciava o pescoço tentando dizer coisas que não era capaz de dizer ou soprando. Sua marota, sua marota consciente de ser vulgar e pateta. Se fosse capaz de encantar-te, excitar-te, fazer-te rir. Não sou delicado. Estás a fazer-me cócegas, que maçada os gestos não me obedecem, tornam-se pesados e sem graça, o meu bigode enerva-te eu que não me imagino sem bigode, torno-me impensável sem bigode, pareço nu de uma nudez vagamente obscena, vagamente repulsiva, demasiado nariz, demasiadas bochechas, demasiadas orelhas, demasiadas saliências na cara, um exagero de feições que o bigode (vá lá) disfarça, tu, cruel – O teu bigode cheira à sopa de ontem, juro e eu correr para o lavatório a fim de o libertar das ruínas do caldo verde. No espelho, por cima da torneira, um par de olhos lastimosos. Meus. Um par de olhos que pedem, mudos:
– Dulcinha que na tua ausência continuam a pedir mudos.
– Dulcinha enquanto o caldo verde do bigode fareja a saudade, o pobre. Aos sábados vou-lhe aparando as pontas com uma tesoura cuidadosa, depois empurro os pêlos para o ralo com o indicador e água. Aos domingos ainda encontro um na loiça, a resistir. Pega-se-me ao indicador, vejo-me grego para me libertar dele, acabo por limpá-lo nas calças do pijama. O meu pai, que faleceu há três anos, usava bigode também: o dele branco e o meu castanho a conversarmos enquanto folheavas uma revista, suspirando. De enfado? De ternura por mim? Dessas melancolias inexplicáveis das mulheres? Tão estranhas as mulheres: ausentam-se permanecendo, regressam partindo. O meu pai no sofá, a minha mãe na moldura, coitada: uma pneumonia traiçoeira levou-a numa semana. Perguntou – Não estou lá muito bem, pois não? e minutos depois desapareceu toda atrás das pálpebras. O meu pai pegou-lhe no pulso (o meu pai era médico) largou-o no lençol onde o pulso caiu, feito objecto, uma frase sem palavras borbulhou no bigode e acabou-se. Sobrou um silêncio grave no apartamento, que o pêndulo do relógio da cómoda cortava às fatias. O relógio está comigo agora, mas não corta o silêncio às fatias porque não lhe dou corda e detesto que tratemo silêncio como se fosse uma torta ou um bolo-rei. Se lhe metesse a faca encontrava a prenda do teu abandono dentro. Deixá-lo estar assim inteiro com o abandono escondido. Se conseguisse articular Amo-te ou Preciso de ti ou Fazes-me falta e não consigo. Tusso. Assoo-me. Suspiro como tu embora não folheie revistas. Permaneço a alisar o bigode diante do futebol, do noticiário, de uma senhora que dá explicações sobre sexo com um casal ao lado a exemplificar, na mesma falta de entusiasmo que nós na época em que vivíamos juntos. E no entanto(quem me ajuda a entender isto?) as manobras do casal exaltam uma parte minha, lá em baixo, a que tento não dar importância. Se aqui estivesses tornava a tentar o teu pescoço, a medo.

A senhora do sexo garante que o pescoço sabiamente agarrado agrada às mulheres. O problema consiste em agarrar sabiamente. Exercito-me com os dedos no vazio, aperto, alargo, aperto. Cochicho – Dulcinha e os ponteiros do relógio, nas cinco para a uma, parecem pedir socorro. Enfio os dedos no bolso, arrependido. No andar de cima os sapatos de uma criança que não pára de trotar desesperam-me. Nunca dormem, senhores, trotam a vida inteira. Que energia. Voltando ao princípio o que eu gostava que estivesses aqui, mesmo com o medo dos ladrões e as duas voltas de chave. Qualquer dia o meu bigode branco, qualquer dia poucos cabelos no cocuruto. O meu pai penteava-os um a um, em minúcias de ourives, numa arquitectura complicada, segurava aquilo tudo com o cimento da laca. Sem vento aguentava-se. Com vento tombava-lhe sobre o ombro. Paizinho. Usava um chapelito com uma pena, assemelhava-se a um estrangeiro, um inglês, um sueco. Agora assemelha-se a um montinho de ossos, penso eu. Tu não, Dulcinha. Tu continuas viva, e a prova que continuas viva está em que daqui a nada oiço o elevador a chegar e vejo a ponta dos dentes no lado esquerdo da boca. A senhora do sexo, bem vestida, séria, disserta acerca de um truque que não conheço. Hei-de praticá-lo contigo apesar do caldo verde do bigode. Oxalá a hérnia das minhas costas aguente. Oxalá que eu consiga.
Amo-te sem te fazer cócegas nenhumas. No fim de contas, pensando bem, não éramos infelizes, pois não?


Crónica Dele. António Lobo Antunes. ( Quinta-feira, Janeiro 24, 2008 )

Para Não Quebrar

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Posted by Antonio on terça-feira, janeiro 22, 2008 in ,
We Never Get To Dance. We Just Sit And Stare.

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Posted by Antonio on domingo, janeiro 20, 2008 in

Não Tenho. Não Tenho Jeito Nenhum Para Isto. Nem Sei Se Vou Voltar A Ter. Ou Se Algum Dia O Tive. My Life. You. You Electrify My Life.

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A Não Esquecer ( II )

Posted by Antonio on quarta-feira, janeiro 16, 2008 in
Eu. Às Vezes:

"E Agora Começa A Anoitecer Tão Cedo. (…) O Fim Do Dia Sempre Me Trouxe, Sei Lá Porquê, Uma Espécie De Tristeza Mansa, Um Desejo Vago De Coisas Mais Vagas Ainda, Uma Inquietação Doce, Um Estado De Alma Impossível De Exprimir, Não Inteiramente Agradável, Não Inteiramente Desagradável, Estranho Apenas, Um ( como dizer ? ) Sorriso Com Uma Lágrima Tranquila Dentro, Percebem? Tão Difícil Traduzir As Emoções Em palavras, É Tão Pobre O Vocabulário Que Temos (…). Dizia Que Começa A Anoitecer Tão Cedo, As Árvores Do Dia Que Nada Têm A Ver Com As Árvores Da Noite, Misteriosas, Densas, Falando, Falando, A Engordarem De Pássaros. Janelas iluminadas E Eu A Imaginar As Vidas Atrás Das Cortinas. (…) Gestos Femininos Bonitos Sempre, A Delicadeza Com Que As Mulheres Tocam Nos Objectos, A Harmonia Dos Dedos: Somos Pesados E Sem Graça, Nós Os Homens, Ao Pé Delas. Pesados, Brutos, Canhestros: Não Possuímos Seja O Que For De Ave Ou De Nuvem, A Nossa Carne É Densa E Gaguejante. Dá-me Uma Paz De Eternidade Ver Uma Mulher Numa Casa, O Modo Como O Seu Corpo Habita O Espaço, A Forma Como Vestem, De Si Mesmas, Os Compartimentos, Com Um Simples Passo, Um Simples Olhar. E Depois Uma Espécie De Inocência Primordial, De Leveza Habitável : Devo Ter Sido Muito Feliz Na Barriga Da Minha Mãe, Por Dentro Da Sua Voz, Do Seu Sangue. Faz Noventa Anos Agora E Continua Com Dezoito. (…) A Solidão Tem Um Cheiro Próprio Que Se Sente À Distância. (…) Não Fica Nada, Enquanto Os Gestos Das Mulheres Vão Colorindo O Silêncio. (…) Noventa Anos, A Minha Mãe, Que Número Impossível. Porque Diabo Consentiu Que O Tempo Passasse, Diga Lá? Pequenina, Frágil, Indefesa. (…) O Sorriso Mudou, Transformou-se Num Clima Resignado, Com Uma Chuvinha Perpétua. (…) Eu Que Tenho Passado O Tempo A Bater A Portas Abertas Por Timidez, Por Vergonha. A Porta Aberta E Eu À Entrada, Com Os Nós Dos Dedos, Tac Tac. Gosto Da Expressão Nós Dos Dedos, Eles Que Não Possuem Nós. (…) E Começa A Anoitecer Tão Cedo? (…) O Que Faremos Nós Se A Noite Naõ Acabar Nunca ? Convoco Os Meus Mortos, Os Meus Vivos, Aqueço As Mãos Na Saudade De Ti, E Aquecer As Mãos Na Saudade De Ti Há-de Chegar Para Eu Ser Feliz. As Vidas Além Das Cortinas Iguais À minha ? Diferentes? (…) Qual O Meu Nome Verdadeiro Por Trás Do António Que As Pessoas Conhecem? Não Tenho Nome: Sou Estas Mãos, Este Corpo, Esta Caneta Que Escreve. (…) O Que Haverá De Mais Eterno Que Uma Menina A Brincar ? Em Todas As Mulheres, Até Na Minha Mãe, Vejo Uma Menina A Brincar. (…) Quero Viver. Não Faço Ideia Como Isto Apareceu Na Página Mas Quero Viver. Sou Tanta Gente Às Vezes. As Árvores À Noite Que Não Cessam, Não Cessam. Não Morro Nunca, Pois Não ? Não Morro Nunca. Prometo. (…) Não Tenho Jeito. Estendo A Palma Para Ti E Não Tenho Jeito: Sou Apenas Um Homem. (…) "

Crónica Semanal Dele. António Lobo Antunes. ( Quinta-feira, Dezembro 27, 2007 )

Para Não Quebrar.

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Artista Da Semana

Posted by Antonio on quarta-feira, janeiro 16, 2008 in


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Posted by Antonio on segunda-feira, janeiro 14, 2008 in ,
Porque Eu Sou Do Tamanho do Que Vejo. A Noite Abre Meus Olhos. O Meu Amor Tem Lábios De Silêncio. E Mãos De Bailarina. Voa Como Só o Vento Voa. E Abraça-me Onde A Solidão Termina.

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Panorâmica Celestial

Posted by Antonio on segunda-feira, janeiro 14, 2008 in ,

A 26 de Janeiro de 2007, Em Perth, Austrália, As Pessoas Juntaram-se Na Praia Para Assistir A Um Espectáculo Nos Céus: À Esquerda, Explodia O Fogo De Artifício Em Comemoração Do Dia Nacional Australiano; À Direita, Os Relâmpagos De Uma Tempestade Em Aproximação. Ao centro, Visível Apesar De Todo O Ruído, O Rasto Do Cometa McNaught. Esta Foto De Antti Kemppainen É Uma Imagem Panorâmica Composta Por Três Fotografias Diferentes. Kemppainem Teve De Fazer Um Único Retoque: Diminuir Digitalmente Os Reflexos Avermelhados Do Fogo De Artifício.

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Posted by Antonio on segunda-feira, janeiro 14, 2008 in ,
I Used To Live Alone Before I Knew You. I´ve Seen Your Flag On The Marble Arch. But Love Is Not A Victory March. It's A Cold And It's A Broken Hallelujah.

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Não Esquecer ( I )

Posted by Antonio on sábado, janeiro 12, 2008 in
"Se por um instante Deus se esquecesse de que sou uma marioneta de trapo e me oferecesse mais um pouco de vida, não diria tudo o que penso, mas pensaria tudo o que digo. Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam. Dormiria pouco, sonharia mais, entendo que por cada minuto que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz. Andaria quando os outros param, acordaria quando os outros dormem. Ouviria quando os outros falam, e como desfrutaria de um bom gelado de chocolate! Se Deus me oferecesse um pouco de vida, vestir-me-ia de forma simples, deixando a descoberto, não apenas o meu corpo, mas também a minha alma. Meu Deus, se eu tivesse um coração, escreveria o meu ódio sobre o gelo e esperava que nascesse o sol. Pintaria com um sonho de Van Gogh sobre as estrelas de um poema de Benedetti, e uma canção de Serrat seria a serenata que ofereceria à lua. Regaria as rosas com as minhas lágrimas para sentir a dor dos seus espinhos e o beijo encarnado das suas pétalas... Meu Deus, se eu tivesse um pouco de vida... Não deixaria passar um só dia sem dizer às pessoas de quem gosto que gosto delas. Convenceria cada mulher ou homem que é o meu favorito e viveria apaixonado pelo amor. Aos homens provar-lhes-ia como estão equivocados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saberem que envelhecem quando deixam de se apaixonar! A uma criança, dar-lhe-ia asas, mas teria que aprender a voar sozinha. Aos velhos, ensinar-lhes-ia que a morte não chega com a velhice, mas sim com o esquecimento. Tantas coisas aprendi com vocês, os homens... Aprendi que todo o mundo quer viver em cima da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a encosta. Aprendi que quando um recém-nascido aperta com a sua pequena mão, pela primeira vez, o dedo do seu pai, o tem agarrado para sempre. Aprendi que um homem só tem direito a olhar outro de cima para baixo quando vai ajudá-lo a levantar-se. São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas não me hão-de servir realmente de muito, porque quando me guardarem dentro dessa maleta, infelizmente estarei a morrer..."

Gabriel Garcia Marquez

Para Não Quebrar.

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Posted by Antonio on sábado, janeiro 12, 2008 in , ,

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Salvador Dali

Posted by Antonio on quarta-feira, janeiro 09, 2008 in ,

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Posted by Antonio on terça-feira, janeiro 08, 2008 in ,
Lembranças. São Sorrisos Que Queremos. Devemos. Rever. Devagar.

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Posted by Antonio on terça-feira, janeiro 08, 2008 in
While Your Lips Are Still Red And Blue

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Posted by Antonio on terça-feira, janeiro 08, 2008 in ,
Hoje. Hoje em Dia. As Paixões Opõem-se Às Emoções. E Podem Servir De Contrapeso Uma Às Outras. Mas A Paixão Dominante Não Se Pode Conduzir Senão Pelo Seu Próprio Interesse. Real Ou Imaginário. Porque Ela Reina Despoticamente Sobre A Vontade. Sem A Qual Nada Se Pode. Contemplo. Contemplo Humanamente As Coisas. E Acrescento Nesse Espírito: Nem Todo O Alimento É Próprio Para Todos Os Corpos. Nem Todos Os Objectos São Suficientes Para Tocar Determinadas Almas. Quem. Quem Acredita Serem Os Homens Árbitros Soberanos Da Sua Própria Vontade. Não Conhece A Natureza. A Sua Natureza. Os Sábios Enganam-se Quando Oferecem Paz Ás Paixões: As Paixões São Inimigas Dela. Eles Elogiam A Moderação Para Aqueles Que Nasceram Para A Acção. E Para Uma Vida Agitada. Que Importa A Um Homem Doente A Delicadeza De Um Festim Que Lhe Repugna ? Nós. Nós Não Conhecemos Os Defeitos Da Nossa Alma. Mas Ainda. Que Pudéssemos Conhece-los. Raramente Haveríamos De Os Querer Vencer. As Paixões Não São Distintas De Nós Mesmos. Não Podem Ser. Algumas Delas São Todo O Fundamento. E Toda A Substância Das Nossas Almas. Todo O Nosso Querer. O Mais Fraco Dos Seres Iria Querer Perecer Para Ser Substituído Pelo Mais Sábio ? Dêem-me Um Espírito Mais Justo. Mais Amável. Mais Penetrante. Aceito Com Alegria Todos Esses Dons. Mas Se Me Tiram Também A Alma Que Deve Desfrutar Deles. Esses Presentes Nunca Serão Para Mim. Isso Não Dispensa Ninguém De Combater Os Seus Hábitos. E Não Devem Inspirar Aos Homens Nem Abatimento Nem Tristeza. A Virtude Sincera Nunca Abandona Os Seus Amantes. Nem Poderia Ser De Outra Forma.

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Posted by Antonio on terça-feira, janeiro 08, 2008 in ,
Vem. Senta-te À Minha Frente. E Diz-me O Que Vês. Em Mim. Hoje. Hoje É Tempo De Voltar A Ser.

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Posted by Antonio on terça-feira, janeiro 08, 2008 in , ,
There Are No Shortcuts. In Love. Or in Life. This Pain Must Be Felt. Must Be Conquered. Earned. In Order To Be Redeemed. The Alternative Is Much Much Worse. It's What Makes Us Special. What Makes Us Beautiful. Unique. What. What Makes Us Worthy. The Pain Of How We Love. The Pain Of How We Choose To Love. Of How We Choose To Live. You Must Live To Carry Her Pain. But That Pain Is Accompanied By Something Else, Isn't It ? Hope. With Your Pain. There Is Hope. Hope To Know How To Help You To Live. And Die. And Cry. And That Is Where I Stand Rigth Now. Somewhere Between Agony And Optimism And Prayers. So I´m Human. I´m Alive. I´m Who I Always Wanted To Be. And That Is What We Have. That Is My Person. You Are My Person.

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Posted by Antonio on domingo, janeiro 06, 2008 in ,
Porque Eu Sou Do Tamanho Do Que Vejo. O Amor Das Coisas Belas.

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Posted by Antonio on domingo, janeiro 06, 2008 in , ,


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Posted by Antonio on sábado, janeiro 05, 2008 in


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Red Moon

Posted by Antonio on quinta-feira, janeiro 03, 2008 in

O eclipse lunar ocorrido a 3 de Março revela a imensidão das estrelas e uma lua com as cores de Marte, muito diferente da lua de prata celebrada pelos poetas e astronautas. Esta é uma excepcional fotografia de Johannes Schedler, do Observatório Panther. Os detalhes técnicos de como estas fotos podem ser conseguidas consultam-se aqui. A mesma página tem links para versões em alta resolução desta foto.

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Posted by Antonio on quinta-feira, janeiro 03, 2008 in

A luz vermelha emitida pelas moléculas de hidrogénio dá origem a imagens espectaculares como esta: eis o centro da Nebulosa de Roseta, situada a 4,700 anos-luz de distância do nosso Sol. A imagem foi captada pelo
telescópio Isaac Newton e faz parte de um consórcio (IPHAS) cujo principal objectivo é proceder ao rastreio óptico da Via Láctea.

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Posted by Antonio on quinta-feira, janeiro 03, 2008 in





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Posted by Antonio on quinta-feira, janeiro 03, 2008 in


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Posted by Antonio on terça-feira, janeiro 01, 2008 in ,
Vou Ali Ao Lado Mudar A Minha Vida. Toda. De Uma Vez Só. Não Se Atravessem No Meu Caminho. Destino. Caminho. Destino. Não se Metam Com O Meu Destino.


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